*Por Juliana Krebs Aguiar – Fundadora da Krebs Aguiar Advocacia, professora titular do Curso de Direito da Ulbra e mestre em Direito da Empresa e dos Negócios
Abril traz uma pauta essencial para o ambiente corporativo: úde no trabalho. O Movimento Abril Verde visa conscientizar empregadores e trabalhadores sobre a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Nesse cenário, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) impõe novos desafios.
Além dos acidentes físicos, a saúde mental tem se tornado um tema crítico. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais dobraram na última década, passando de 203 mil em 2014 para mais de 440 mil em 2024. Isso evidencia a urgência de ações preventivas no ambiente corporativo, tanto pelo cuidado com todos quanto para evitar perdas produtivas e riscos jurídicos.
Com a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), as empresas deverão adotar estratégias para mitigar fatores como assédio moral e sexual, sobrecarga de trabalho e falta de suporte organizacional. Deixa de ser uma escolha e passa a ser uma exigência regulatória.
A nova NR-1 demanda uma abordagem proativa, incluindo campanhas de conscientização, suporte psicológico, monitoramento contínuo e treinamentos para lideranças. O não cumprimento pode resultar em penalidades, além de alta rotatividade de profissionais, mais afastamentos e queda na produtividade.
Implementar medidas eficazes de segurança e saúde ocupacional não só reduz riscos legais, mas também fortalece a competitividade das empresas. Ambientes de trabalho saudáveis retêm talentos e melhoram os resultados. A NR-1, alinhada ao Abril Verde, reforça a necessidade de uma cultura organizacional voltada à prevenção e ao bem-estar. Empresas que enxergam essa mudança como oportunidade, e não apenas obrigação, estarão mais preparadas para os desafios do futuro do trabalho.
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